A Seleção que disputará os jogos na China mescla a experiência de atletas como a zagueira Bagé, de 27 anos, com a juventude da atacante Thaisinha, a mais nova do elenco, com 18 anos.Apesar do clima de confiança, a caminhada da equipe feminina não será fácil. Antes de entrar em campo e enfrentar Estônia, Japão e França, as duas últimas com tradição no torneio e que jogarão com a base das suas equipes da Copa do Mundo, existem alguns obstáculos a serem vencidos. Depois de aproximadamente 32 horas de viagem até a China, um fator preocupante para o elenco é a adaptação ao fuso horário chinês. São 11 horas de diferença entre o Brasil e o país oriental. Para isso, o preparador físico da Seleção, Edson Figueiredo tem a solução, realizando um trabalho focado ao acerto do sono das meninas e ao trabalho de alongamento.

Um dos idealizadores do projeto de levar a Seleção à disputa do torneio na China, José Carlos Brunoro acredita na realização de parcerias para a evolução do esporte.

“A CBDU (Confederação Brasileira de Desporto Universitário) tem procurado realizar essas parcerias a fim de melhorar as modalidades. Fizemos com o basquete e agora, com o futebol feminino, contamos com a ajuda da Federação Paulista de Futebol, FPF que desenvolve o maior campeonato da modalidade e nos deu todo o apoio operacional na estadia em São Paulo e no treinamento”.

Chefe da delegação feminina na competição, o vice-presidente do departamento de futebol amador da Federação Paulista de Futebol, Américo Calandriello Júnior, ressaltou a participação da FPF na modalidade e a importância em aliar esporte e educação.

“A Federação sempre que solicitada comparece. Ela é incentivadora do futebol feminino e mostra sua grandeza em apoiar o esporte junto à educação”.

Companheiras no último mundial da categoria, Thais e Daiane Rodrigues (Bagé) estarão juntas novamente na China